Clin7

•   09/01/2026

O cheiro invisível que adoeceu Cubatão

5 de março de 1983.
Cubatão, litoral de São Paulo.
Uma névoa espessa cobre o polo industrial. O ar tem cheiro de solvente, ferrugem e combustível. Para muitos, era o cheiro do progresso. Para outros, sem saber, era o cheiro da contaminação.

Naquele período, Cubatão ganhou um apelido que chocou o país: “O Vale da Morte”. Trabalhadores jovens e saudáveis começaram a adoecer. Cansaço extremo, palidez, infecções frequentes, sangramentos. No início, tudo parecia isolado. Até que médicos começaram a perceber um padrão: quase todos vinham das petroquímicas.

O alerta surgiu quando laudos médicos relacionaram os casos a um agente químico amplamente usado na época: o benzeno. Um composto sem cor, de cheiro adocicado, manuseado diariamente, muitas vezes sem ventilação adequada, sem enclausuramento e sem controle efetivo.

O que se revelou ali não foi apenas um risco químico, mas uma falha de método, cultura e responsabilidade. Cubatão se tornou um marco na história da saúde ocupacional brasileira e as lições daquele período moldaram normas, controles e práticas que usamos até hoje.

No novo episódio do Bom Dia com Segurança, você vai entender como a exposição ao benzeno levou a casos de leucemia, porque não existe limite seguro de exposição e como esse episódio mudou para sempre a forma de fazer prevenção no Brasil.

🎥 Assista ao vídeo completo aqui e conheça a história que transformou o risco invisível em aprendizado coletivo.

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