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•   20/07/2026

Quanto risco existe em um tomate?

Quando olhamos para um tomate na feira, normalmente pensamos em alimentação, sabor ou preço. Poucas pessoas param para refletir sobre tudo o que aconteceu antes daquele fruto chegar à banca.

Mas existe uma história que quase nunca é contada.

Uma história feita de máquinas, calor, esforço físico, produtos químicos, planejamento e pessoas trabalhando diariamente para que aquele alimento chegue até a nossa mesa.

O consumidor vê o tomate.

A Segurança do Trabalho enxerga o processo.

Enxerga o trator preparando o solo, o operador realizando manobras, o trabalhador plantando mudas, a equipe realizando podas, aplicando defensivos agrícolas e enfrentando longas jornadas sob o sol. Cada etapa da produção traz seus próprios desafios e seus próprios riscos.

Na preparação da lavoura, por exemplo, os riscos estão frequentemente associados às máquinas agrícolas. Tratores e implementos tornam o trabalho mais eficiente, mas exigem organização, treinamento e comunicação adequada entre operadores e equipes. Em ambientes onde pessoas e máquinas compartilham o mesmo espaço, atropelamentos, colisões e tombamentos podem acontecer quando barreiras de segurança deixam de existir.

Depois vem o plantio e o cultivo.

E aqui surge um risco que muitas vezes passa despercebido: a ergonomia.

Plantar, podar, conduzir plantas e acompanhar o crescimento da lavoura envolve movimentos repetitivos, posturas inclinadas, uso constante das mãos e esforço físico contínuo. O problema é que nem todo risco aparece de forma imediata. Algumas exposições não provocam acidentes instantâneos. Elas adoecem lentamente, acumulando desgaste ao longo dos meses e anos.

A agricultura moderna também exige atenção ao uso de defensivos agrícolas.

Quando utilizados corretamente, fazem parte do controle de pragas e doenças. Mas sua utilização depende de armazenamento adequado, leitura de informações técnicas, treinamento, equipamentos apropriados e comunicação eficiente entre as equipes. Uma falha nessa cadeia pode transformar um produto de uso controlado em uma fonte de exposição ocupacional.

E existe ainda um risco que acompanha praticamente toda atividade rural: o sol.

Na colheita, a exposição à radiação ultravioleta, ao calor e à desidratação faz parte da rotina. O problema é que muitas vezes esses fatores são normalizados. Dor de cabeça, cansaço excessivo, tontura e mal-estar acabam sendo vistos como consequências inevitáveis do trabalho no campo, quando na verdade são sinais que merecem atenção e medidas de controle.

Por isso, segurança no trabalho rural não depende de uma única ação.

Ela depende de método.

Depende de treinamento, comunicação, planejamento das atividades, organização dos processos, gestão dos produtos utilizados, proteção contra exposição solar, manutenção de equipamentos e respeito aos limites humanos.

No fim das contas, o tomate continua sendo apenas um tomate.

Mas quando entendemos sua trajetória, percebemos que por trás dele existe muito mais do que agricultura. Existe trabalho. Existe técnica. Existe prevenção.

E talvez essa seja uma das missões mais importantes da Saúde e Segurança do Trabalho: tornar visível aquilo que normalmente passa despercebido.

Para conhecer essa jornada completa e entender os principais riscos ocupacionais presentes na produção agrícola, assista ao episódio completo do Bom Dia com Segurança, gravado diretamente em uma plantação de tomates.

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